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Helena Vieira
Cantora portuguesa de ópera, Maria Helena Correia Carvalho Vieira nasceu a 7 de março de 1953. Desde muito cedo se interessou por canto e música, tendo frequentado o Conservatório Nacional de Música, em Lisboa, estudado em Paris, na França, e em Lucerna, na Suíça. A estreia de Helena Vieira nos palcos aconteceu no dia 1 de março de 1978, quando já tinha 25 anos, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. A cantora desempenhou o papel de Musetta, na ópera “La Bohème”, em que também participaram Elsa Saque e Luís Lima. Passados apenas três meses, Helena Vieira estreou-se noutra das principais salas da capital, o Teatro São Carlos, desta vez para apresentar um desempenho de Vespina, da ópera “La Spinalba”, onde trabalhou sob a direção de Willhelm Wodnansky. Em outubro de 1978, a cantora representou de novo Musetta, desta vez em Viana do Castelo. A carreira de Helena Vieira estava definitivamente lançada e em 1979 regressou ao Teatro São Carlos, onde em fevereiro fez de D. Clóris em As Guerras de Alecrim e Manjerona. A partir de outubro, dedicou-se às Bodas de Fígaro, tendo passado com esta obra em Viana do Castelo, Aveiro e Porto. Em 1982, a cantora voltou ao São Carlos, onde participou numa série de óperas, nomeadamente “A Flauta Mágica”. No ano seguinte, interpretou Irmã Angelica, em Soror Genoveva, e também participou em “Os Contos de Hoffmann”. Em 1984, entrou em “A Hora Espanhola” e na ópera Otello, fez o papel de Emília ao lado de Placido Domingo. Em 1985, fez o papel de Octavian em “O Cavaleiro da Rosa”. Sempre no São Carlos, fez ainda “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny”. Helena Vieira, no dia 16 de maio de 1987, protagonizou uma brilhante e aclamada atuação na cidade de Berna, na Suíça. Na sala Stadttheater, não foram poupados aplausos à cantora portuguesa após a representação de Octavian, de O Cavaleiro da Rosa, sob a direção de Peter Maag. Mas, para além de se dedicar à ópera, Helena Vieira ganhou notoriedade também pelas suas atuações patrocinadas pela RDP, RTP, Juventude Musical Portuguesa, Secretaria de Estado da Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian. Contudo, foi através da “As Canções do Século” que Helena Vieira ganhou maior notoriedade junto do grande público. “As Canções do Século” foi um projeto que surgiu em 1994 e que juntou Helena Vieira, Lena D'Água e Rita Guerra para interpretarem temas franceses, italianos, americanos e portugueses que fizeram sucesso entre 1900 e 1990. Um dos espetáculos, dirigidos pelo maestro Pedro Osório, teve lugar no Casino Estoril e deu origem a um disco ao vivo que foi lançado em novembro de 1994. O álbum vendeu de tal forma que acabou por ser disco de prata. Até 1997, o trio deu uma série de espetáculos por todo o país. Em 1998, por altura da Expo 98 em Lisboa, participou num concerto em seu nome, integrado na série "As Vozes", que reuniu alguns nomes sonantes da música portuguesa. Helena Vieira tem participado também em diversas peças e espetáculos de teatro tendo participado no Teatro Nacional D. Maria II em “Mãe Coragem e seus filhos” (1987), “Sweeney Todd, o terrível barbeiro de Fleet Street” (1997) com o Novo Grupo - Teatro Aberto, “The English Cat” com o Teatro da Cornucópia (2000) e fez parte do elenco dos musicais de Filipe la Féria “My Fair Lady” e “Musica no Coração”. Tem também uma forte presença no cinema, tendo participado nos filmes “Repórter X” (1987), de José Nascimento, “Três Palmeiras” (1994), de João Botelho, “Todo o Tempo do Mundo” (1995), de Frederico Corado, “A Mulher que Acreditava Ser Presidente dos EUA” (2003), de João Botelho ou “Viúva Rica Solteira Não Fica” (2006), de José Fonseca e Costa. Na televisão é presença regular participando em programas como “A Mulher do Sr. Ministro” (1994), “As Lições do Tonecas” (1996), “Casa da Saudade” (2000), de Filipe La Féria, onde fez parte do elenco fixo, “Sábado à Noite” (2001) e na TVI foi jurada do programa “Uma Canção para Ti”. -
Jaime Isidoro (Pintor)
O pintor Jaime Isidoro durante a Bienal de Vila Nova de Cerveira em 1997 Fotografia de Maria Eduarda Colares ... Jaime Gaspar Isidoro, pintor e aguarelista, nasceu no Porto em 1924. Estudou pintura na Escola de Soares dos Reis. Realizou a primeira exposição em 1945. Em 1954 fundou a Galeria Alvarez que teve grande influência na divulgação da Arte Moderna em Portugal, realizou as Primeiras Exposições Póstumas de Amadeo de Souza-Cardoso 1956 e de Eduardo Viana 1967. Editou a “Revista de Artes Plásticas”. Promoveu os Encontros Internacionais de Arte e criou assim as Bienais Internacionais de Arte em Cerveira. Foi condecorado com a “Ordem de Mérito, Grande Oficial” pelo Presidente da Republica, Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva, em 2006. A paisagem urbana e em particular a cidade do Porto é tema de muitas das suas obras. Praticou de início um tipo de figuração com sensíveis simplificações formais, evoluindo depois para a abstração. Por outro lado a sua carreira de pintor ficou marcada por dois períodos afastados no tempo que definem fases diferenciadas: uma primeira situada entre meados dos anos 40 e meados dos anos 50 do século XX, e uma segunda desenvolvida a partir da segunda metade da década de 1980. Jaime Isidoro obteve assim numerosos prémios e medalhas em exposições de pintura e aguarela desde 1945 a 1986. Exposições individuais e coletivas em diversas cidades Portuguesas, Espanha, Brasil, Alemanha, etc. Atualmente está representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea, Museu Fundação Calouste Gulbenkian, Museu Municipal Amadeo Souza-Cardoso, Museu Soares dos Reis, Museu José Malhoa-Caldas da Rainha, Museu Machado de Castro, Museu de Goa – Índia. Museu da Bienal Internacional de Arte de Cerveira, V.N. de Cerveira. Casa-Museu Teixeira Lopes, V. N. Gaia e coleções particulares. -
José Raposo
Nasceu em Angola, onde viveu até aos 13 anos, primeiro no Dundo, depois em Luanda. Foi o primeiro filho de Valdemar Balau Raposo e de sua mulher Elisabete do Nascimento Sá Raposo, e tem um irmão, 6 anos mais novo, Paulo Raposo. Veio para Portugal, em 1976, para a Penha de França, onde se instalou em casa dos seus avós maternos. Estudou nas escolas Secundária D. Luísa de Gusmão; Preparatória Cesário Verde; Cavaquinhas do Seixal; e Pragal em Almada. Nesta última, parou os seus estudos no ensino secundário, após ter feito uma audição no Teatro Ádòque e, consequentemente, ter sido selecionado para - o que viria a ser - o seu primeiro trabalho como actor profissional (aos 18 anos). Sendo o seu pai de Pontével (Cartaxo), José teve sempre uma forte ligação ao Ribatejo, onde tem vivido muitos anos da sua vida. Vida profissional Inicia-se no teatro infantil, pela mão de Francisco Nicholson, em 1981, no Teatro Ádòque, cuja companhia integrou. Interpretou peças como O Processo de Jesus, de Diego Fabri no Teatro da Trindade; Volpone de Ben Jonson, no Teatro Aberto; O Último dos Marialvas de Neil Simon, na Casa da Comédia; Os Portas de John Godber, no Teatro Nacional D. Maria II; entre outras. Em encenações de José Carretas protagonizou Malaquias, de Manuel de Lima, no Teatro Nacional D. Maria II e no Teatro da Comuna, e participou em Bolero, de José Carretas e Manuel Cintra, no Teatro Villaret. Foi dirigido por Jean Jordheuil em Germânia 3, de Heiner Müller (CCB). Fez ainda teatro musical, participando em Annie de Thomas Meehan, sob a direcção de Armando Cortez, no Teatro Maria Matos. Fez teatro de revista nos palcos do Teatro Maria Vitória, Teatro Variedades, Teatro ABC, entre muitos outros. Criou com a sua ex-mulher, Maria João Abreu a produtora "A Toca dos Raposos", em 1998, com a qual fez o espectáculo Isto Vai Com Elas; e co-produziu com Hélder Freire Costa, Ó Troilaré, Ó Troilará, Mulheres ao Poder, Tem a Palavra a Revista, A Revista é Linda!, e Já Viram Isto?!.... Com Óscar Branco, co-produziu O Estádio da Nação, e com a Media Capital Entertainment, Alberto e as Borboletas (de Francisco Nicholson e Armando Cortez), e As Taradas (de Eduardo Damas). Em 2003, participou no espectáculo Cada Dia Um a Um a Liberdade e o Reino, dirigido por Jorge Silva Melo, e trabalhou com Filipe La Féria em A Rainha do Ferro Velho, Um Violino no Telhado, e A Gaiola das Loucas. Faz televisão, integrando o elenco de várias novelas e séries, e entrou em telefilmes de realizadores como Ruy Guerra, Tiago Guedes e Rita Nunes. Actor regular no cinema, participou em mais de 20 películas, entre elas Aqui na Terra de João Botelho; Sapatos Pretos, Ganhar a Vida e Noite Escura de João Canijo; Os Mutantes de Teresa Villaverde; Corte de Cabelo de Joaquim Sapinho; Viúva Rica Solteira Não Fica de José Fonseca e Costa; Senhor Jerónimo de Inês de Medeiros; Camarate de Luís Filipe Rocha; A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso; Filme da Treta de José Sacramento; Embargo de António Ferreira, entre outros. Ganhou o Globo de Ouro e o Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno como melhor actor de teatro, pelo musical "Um Violino no Telhado", no ano de 2009. Vida pessoal José foi casado durante 23 anos (1985-2008) com a atriz Maria João Abreu (n. 1964 - f. 2021), de quem teve dois filhos: Miguel Raposo (n. 31 de março de 1986 (36 anos) Ricardo Raposo (n. 29 de outubro de 1992 (29 anos). Após a separação teve um relacionamento com Ânia Pais, que durou cerca de 3 anos. Atualmente é casado com a atriz Sara Barradas, que conheceu nas gravações da telenovela Espírito Indomável, exibida na TVI, em 2010. A 30 de março de 2019 foi pai novamente, desta vez de uma menina, de nome Lua, fruto da relação com Sara Barradas. -
Lily Neves em criança
Lily Neves em criança -
Maria José Valério
Maria José Valério nasceu na Amadora a 6 de Maio de 1933 e faleceu em Alvalade a 3 de Março de 2021 . Popular cantora portuguesa, conhecida intérprete da "Marcha do Sporting", adoptada como hino do clube. Começou a cantar em 1950, no Liceu D. João de Castro, onde era colega da actriz Lurdes Norberto. Frequentou o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, na então Emissora Nacional, ficando a fazer parte do elenco. Estreou-se em 1952 na Emissora Nacional. Era sobrinha do maestro Frederico Valério, de quem gravou muitas canções. O seu nome foi ganhando projecção com o sucesso de temas como "O Polícia Sinaleiro" e ao actuar, por exemplo, no programa Serões para Trabalhadores, ao lado de nomes como Rui de Mascarenhas, Gina Maria ou Paula Ribas. O seu maior sucesso é "Menina dos Telefones", de 1962, da autoria de Manuel Paião e Eduardo Damas. Maria José Valério foi casada com o toureiro José Trincheira, chegando ambos a viver cerca de um ano em Angola, nos inícios da década de 1960. Entre finais de 1972 e meados de 1973, Maria José Valério faz uma temporada no Brasil. No dia 1 de Abril de 2004, Maria José Valério foi agraciada com a Medalha de Mérito da Cidade de Lisboa, grau ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa e entregue numa cerimónia no Fórum Lisboa. Em 2008, foi lançada uma colectânea, O Melhor de Maria José Valério, com temas da sua obra gravados para a editora Valentim de Carvalho. Em 2017, é cabeça de cartaz, a par de António Calvário, na peça "Da Revista ao Musical". Faleceu a 3 de Março de 2021, aos 87 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima da COVID-19. -
Meu Amor é Traiçoeiro: Peça em 3 Actos
Meu Amor é Traiçoeiro: Peça em 3 Actos Alves, Vasco de Mendonça (1883-1962) Lisboa, Livraria Didáctica 1962 (?) 2 Exemplares 1 Doação de Fernando Biscaia, 1 Doação de Frederico Corado Teatro Português Teatro Português; Comédia -
O Colar
O Colar Andersen, Sophia de Mello Breyner, 1919-2004 Prefácio de Cintra, Luís Miguel Lisboa, Assírio & Alvim 2013 Estreada no Porto, no Teatro Nacional de São João, em 02/ 2002; Estreada em Lisboa, no Teatro do Bairro Alto, pelo Teatro da Cornucópia, em 03/2002; Encenação de Luís Miguel Cintra Teatro Português Teatro Português; Drama Histórico; Cintra, Luís Miguel; Durão, Rita; Solange, F.; Marques, Sofia; Breia, Márcia; Mendes, José Manuel; Dikota, Pedro; Quartin, Glicínia; Ferreira, Cândido; Melo, Miguel; Candeias, Roberto; Lizardo, João; -
O Colar
O Colar: Teatro Andersen, Sophia de Mello Breyner, 1919-2004 Capa de Serrão, José Lisboa, Editorial Caminho 2013 2 Exemplares, 1 Doação de Lauro António Teatro Português Teatro Português; Drama -
O Nariz de Cleópatra: Comédia em 3 Actos
O Nariz de Cleópatra: Comédia em 3 Actos Abelaira, Augusto, (1926-2003) Capa de Casquilho, Guilherme Lisboa, Livraria Bertrand Autores Portugueses 1961 Doação de Herlander Peyroteo Teatro Português Teatro Português; Comédia; Sátira Social -
O Último Senhor de S. Geão: Peça em 3 Actos
O Último Senhor de S. Geão: Peça em 3 Actos Arnoso, Vicente (1881-1925) Lisboa, Portugal-Brazil 1919 Estreada em Lisboa, no Teatro da República a 09/01/1919; 2 Exemplares Teatro Português Teatro Português; Comédia; Silva, Ferreira da; Pinheiro, Chaby; Santos, Theodoro; Vieira, Thomaz; Judicibus; Grave; Senna; Wolckart, Barbara; Vellozo, Luz; Marques, Carmen -
Postal Peça de Teatro "Dúvida"
Postal Peça de Teatro "Dúvida" Interpretação: Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo Encenação: Ana Luísa Guimarães Tradução: Felipa Mourato e Ana Luísa Guimarães Cenografia: João Mendes Ribeiro Figurinos: Carolina Espírito Santo Música original e piano: Bernardo Sassetti Sonoplastia: Hugo Alves Desenho de luz: Nuno Meira Produção: Teatro Maria Matos Direcção de Cena: Luís Marreiros Assistentes de Cena: Bernardo Coelho, Catarina Côdea e Ana Lúcia Palminha Montagem de Cenário: Alexandre Araújo Iluminação: Paulo Correia Som: Félix Magalhães Maquilhagem: Joana Isfer -
Postal Peça de Teatro "Dúvida"
Postal Peça de Teatro "Dúvida" Interpretação: Eunice Muñoz, Diogo Infante, Isabel Abreu e Lucília Raimundo Encenação: Ana Luísa Guimarães Tradução: Felipa Mourato e Ana Luísa Guimarães Cenografia: João Mendes Ribeiro Figurinos: Carolina Espírito Santo Música original e piano: Bernardo Sassetti Sonoplastia: Hugo Alves Desenho de luz: Nuno Meira Produção: Teatro Maria Matos Direcção de Cena: Luís Marreiros Assistentes de Cena: Bernardo Coelho, Catarina Côdea e Ana Lúcia Palminha Montagem de Cenário: Alexandre Araújo Iluminação: Paulo Correia Som: Félix Magalhães Maquilhagem: Joana Isfer -
Programa da revista "Alto e pára o baile!" Teatro Maria Vitória 1977
Título: "Alto e pára o baile!" Produção: Ausenda Bastos; Hélder Costa Teatro Maria Vitória 1977 Texto: Henrique Santana; Eugénio Salvador; Augusto Fraga Música: Frederico Valério; João Vasconcelos; Jorge Machado Atores: Eugénio Salvador; Henrique Santana; Delfina Cruz; Joel Branco; Verónica; Cidália Moreira (atração nacional); Igor Sampaio; Luís Mário; Mariano Franco; Gina Marques; Vanda Lima; Nucha Pires; Elsa Maria Corpo de bailado: Ann Cruckshank; Natacha; Jacqueline; Maureen; Isabel Moret; Ainda Vargas; Lurdes Pinto; Guida Correia; Gina Canado; Nani; Natália; Tereza; Rui; José Maria; José Luís; António Coreografo: José Luís Ardiz Direção de Montagem e cenografia: Hernâni Martins; Rui Martins Figurinos: Juan Soutullo Chapéus e adereços: Mestra Regina Pereira Guarda-roupa: Attilers Paiva (António Silva) Maquetas de: Hernâni Martins; Rui Martins; Hernâni Lopes; Rogério Amaral Publicidade: Hélder Costa; Carlos Quinas; Hélder Fernandes; José Manuel e Rebocho Fotografia: J. Marques Som e Luz: Philips Ponto: Vicente Soares Contrarregra: João Lopes Eletricista: Adelino Carvalho Maquinista: António Madeira Sonoplastia: Eduardo Hélder Banda: Rui Reis (piano elétrico, órgão, piano acústico); José Taboas (bateria); Leão d’Almeida (piano acústico); Rogério (Sax-alto e clarinete); Ferradosa (Trompete); Estevão (Guitarra-baixo); Laureano (Sax-tenor e flauta); Sobral (guitarra elétrica) -
Programa da revista "E tudo são Bento levou...!" Teatro Maria Vitória 1978
Título: E tudo são Bento levou...! Estreia: 1978 Produção: Ausenda Bastos Assistente de produção: Hélder Costa Texto: Henrique Santana; Rogério Bracinha; Eugénio Salvador; Augusto Fraga Música: Frederico Valério; João Vasconcelos; Jorge Machado Atores: Eugénio Salvador; Henrique Santana; Delfina Cruz; Simone de Oliveira; Joel Branco; Igor Sampaio Nuno Emanuel; Dina Maria; Odete Antunes; Mariano Franco; Ainda Gouveia; Cunha Marques; Fatima Castelar Corpo de bailado: “Vitória Ballet”: Mandy; Natacha; Marlene; Janette; Guida Vanda; Gina Nina; Soraia; António Rui; José Marie; José Luís; António José Coreografia: José Luís Ardiz Cenografia e direção de montagem: Hernâni Martins e Rui Martins Maquetas: Hernâni Martins; Rui Martins; Hernâni Lopes; Rogério Amaral; Hélder Fernandes Figurinos: Juan Soutullo Guarda-roupa: Ateliers Paiva Chapéus e adereços: Rui Teixeira Ponto: Vicente Soares Contrarregra: Tony; Teixeira; Dias; Xarrás Eletricista: Ade. Carvalho Maquinista: An. Madeira Sonoplastia: Luís Filipe Publicidade: Hélder Costa; Carlos Quinas; Hélder Fernandes; José Manuel; Rebocho Fotografia: J. Marques Banda: Mário de Jesus (direção e trompete); Silvia Pleno (Clarinete e S. Alto); Laureano (Flauta; Flautim; S. Tenor); Leão d’Almeida (Piano Acústico); Sobral (Guitarra Elétrica); Falé (Bateria); Zé Machado (Piano acústico e elétrico); Tony (baixo) -
Programa da revista "Isto é Maria Vitória!" Teatro Maria Vitória 1986
Título: Isto é Maria Vitória! Estreia: Julho de 1986 Produção: Ausenda Bastos e Hélder Costa Texto: Henrique Santana; Francisco Nicholson; Rogério Bracinha; Mário Zambujal Música: João Vasconcelos; Fernando Correia Martins; Nuno Nazareth Fernandes Encenação e direção de ensaios: Ivone Silva Produção de som: Fernando Correia Martins Atores: Eugénio Salvador; Ivone Silva; Linda Silva; Carlos Cunha; Nuno Emanuel; Júlia Alves; Carlos Ivo; Leonor Edviges; Fernando Mendes; Maria Cabral; Marina Mota (atração); Claúdia Cadima; Raquel Almeida; Marília Barroso; Soraya Arrais; Cristina Areia Criação e Direção Coreográfica: José Luís Ardiz Assistente de coreografia: Marlene Owen Corpo de Bailado: Paula; José Luís; Clarisse; Rosa; Dolores; Pepita; José Sousa; Paulo Dias; Lurdes; Jorge Ramos; Wanda Acordeonistas: Fernanda Guerra; Fernando Ribeiro Maquetas e direção de montagem: Moniz Ribeiro Cenografia: José Manuel; Vitor Rebocho; Hernâni Martins; Rui Martins Figurinos: Helena Reis Guarda-roupa executado: Mestra Isabel Magro Chapéus: Óscar Ataíde Adereços e cenografia do guarda-roupa: Francisco Pereira Direção musical: Fernando Ribeiro Publicidade: Hélder Costa; José Manuel; Rebocho; José Manuel Candeias; Jorge Rosa; Jorge Azevedo Relações publicas: José Silveira Administração: António Almeida; Vitor Oliveira; Arlindo Almeida Fotografia: J. Marques Ponto: Helena Diogo Contrarregra: Libertino de Andrade Maquinista: Alfredo José Iluminador: José Martins Sonoplastia: César Conceição -
Programa da revista "Não batam mais no Zezinho!" (2ª fase) Teatro Maria Vitória 1985
Título: Não batam mais no Zezinho! Estreia: 1985 Produção: Ausenda Bastos; Helder Costa Texto: Henrique Santana; Francisco Nicholson; Mário Zambujal Música: João Vasconcelos; Fernando Correia Martins; Nuno Nazareth Fernandes Encenação e direção: Henrique Santana Direção musical: Fernando Ribeiro Direção de Montagem e Maquetas: Moniz Ribeiro Cenografia: José Manuel; Vitor Rebocho; Barata de Carvalho; António Alberto Guarda-roupa: mestra Isabel Magro Figurinos: Helena Reis Adereços, chapéus e cenografia do Guarda-roupa: João Quintão // Óscar Ataíde Som: Rui Novais Direção musical e produção: Fernanda Correia Martins Ponto: Helena Diogo Contrarregra: Libertino de Andrade Maquinista: Alfredo José Iluminador: José Martins Sonoplastia: César Manuel; Américo Barroso Fotografia: J. Marques Elenco: Eugénio Salvador; Ivone Silva; Henrique Santana; Linda Silva; Carlos Cunha; Maria Armanda (atração do fado); Nuno Emanuel; Carlos Ivo; Maria Cabral; Fernando Mendes; Leonor Edviges; Marília Barroso; Alice Gomes; Raquel Almeida; Soraya Arrais Corpo de bailado: Marlene; Paula; Clarisse; Helena; Rosa; Dolores; Isabel Fátima; Fernando Santos; José Luís; José Vasconcelos; Carlos Lourenço -
Programa da revista "O bem tramado!" Teatro Maria Vitória - junho de 1984
Título: O bem tramado! Produtores: Ausenda Bastos e Hélder Costa Estreia: junho de 1984 Atores: Eugénio Salvador; Florbela Queiroz; Carlos Cunha; Natalina José; Marília Barroso; Cristina Viriato; Manuela Martins; Ana Catarina Carina; Luís Aleluia; Marina Mota (atração do fado); Rui Anjos; João Coelho; Maria Cabral; Leonor Edviges; Varela Silva (colaboração especial) Corpo de baile: “Maria Vic Dancers”: Rui; José Luís; Fernando; Georgina; Clarisse; Nani; Vasconcelos; Soraia; Paula; Maria João; Fátima Criação e direção coreográfica: Barry Scray Assistente de coreografia: Marlene Owen Texto e poema: Henrique Santana; César de Oliveira; Rogério Bracinha; Augusto Fraga; Música: João Vasconcelos; Jorge Machado; Nuno Nazareth Fernandes Encenação e direção: César de Oliveira Direção de montagem e cenografia: Hernâni Martins; Rui Martins Maquetas: Hernâni Lopes; Rogério Amaral; Jorge Rosa Figurinos (criação e direção de execução): Helena Reis Cenografia do guarda-roupa e adereços: João Quintão Confeção de Chapéus: Maria do Carmo Ferreira Guarda-roupa executado: Isabel Magro Direção Musical: Maestro Luciano Regala Trabalho fotográfico: J. Marques Publicidade: Hélder Costa; José Manuel Candeias; José Manuel e Rebocho; Jorge Rosa; Jorge Azevedo Relações públicas: José de Silveira Ponto: Helena Diogo Contrarregra: Libertino de Andrade Maquinista: António Madeira Eletricista: José Martins Sonoplastia: Américo Barroso -
Programa da Revista "Ver, Ouvir e calar!..." Teatro Maria Vitória 1973
Programa da Revista "Ver, Ouvir e calar!..." Estreia: Outubro/1973 Produtores: Giuseppe Bastos; Vasco Morgado Texto: Aníbal Nazaré; João Nobre; Henrique Santana; Henrique Parreirão Música: Frederico Valério; João Nobre; Victor Bonjour Direção de Montagem: Hernâni Martins e Rui Martins Realização plástica: Artur Casais Direção musical: Victor Bonjour Guarda-roupa: Atelliers Paiva Direção da confeção: Josefina Soares Chapéus e adereços: Regina Pereira Maquinista-chefe: Brooklim Lopes Eletricista-chefe: Adelino Carvalho Contrarregra: João Lopes Ponto: Vicente Soares Secretaria e Relações-Públicas: Hélder Costa Som e luz: Philips Execução de Calçado: Sapataria Récorde Tintas: Robbialac Atores: Eugénio Salvador; Ivone Silva; Henrique Santana (colaboração especial); Mariema (artista convidada); Barroso Lopes; Cidália Moreira (atração nacional); Vitor Mendes; Júlio César; Bartolomeu; Dina Maria; Odete Antunes; Nela Duarte; Ainda Gouveia; Margarida D’Almeida; Feliciana; Maria de Fátima Direção coreográfica: Paulo Bailarinos: Amber; Myriam; Norma; Sue; Ann; Jane; Pepita; Isabel Moret; Isabel Morgado; Clarisse; Vina; Gina; Ribas; J. Bastos; Helder; Geraint -
Rainha do Ferro Velho
A Rainha do Ferro Velho é uma comédia americana de Garson Kanin. Born Yesterday (titulo original) é uma comédia que retrata a história de um multimilionário brutamontes e de uma atriz espetáculos de revista, que acaba por se apaixonar por um professor que a ensina e lhe abre os olhos para o mundo. -
Raul Solnado
Nasceu a 19 de Outubro de 1929, na Madragoa, em Lisboa, filho de Bernardino da Silva Solnado e de Virgínia Augusta de Almeida. Na sua carreira, Solnado, passou pela Rádio, Teatro, Televisão e Cinema, tendo ainda sido empresário. Raul Solnado iniciou a carreira artística aos 17 anos como actor amador na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde foi colega de José Viana, Varela Silva e Jacinto Ramos. O gosto pelo teatro levou-o a inscrever-se, em 1951, num curso nocturno do Conservatório Nacional. A sua estreia como profissional foi feita a 10 de Dezembro de 1952 no Maxime, integrando o elenco do espectáculo “Sol da Meia-Noite”, escrito por José Viana. Numa noite em que Vasco Morgado estava na plateia do Maxime, o empresário convidou-o para trabalhar no Parque Mayer. A sua primeira revista foi “Canta, Lisboa!” (1953), no Teatro Monumental, onde trabalhou ao lado de Laura Alves. Nos primeiros anos, fez a aprendizagem ao lado das primeiras figuras da revista da época, como António Silva, Irene Isidro, Vasco Santana, Teresa Gomes, João Villaret, Assis Pacheco ou Manuel Santos Carvalho. Seguiram-se “Viva o Luxo” e “Ela Não Gostava do Patrão” também o Teatro Monumental. Solnado passou também pela opereta, integrando o elenco de “Maria da Fonte” (1953) e de “O Zé do Telhado” (1955). A estreia cinematográfica de Solnado fez-se numa curta-metragem de Ricardo Malheiro: “Ar, Água e Luz”, tendo-se seguido um pequeno papel ao lado de Humberto Madeira em “O Noivo das Caldas” (1956), de Arthur Duarte. Entretanto participa em “Há Horas Felizes” (1953), “O Pinto Calçudo” (1953), “…E o Fado Caiu no Samba” (1954), “A Grande Aventura de Robin dos Bosques” (1954), “”A Rosinha dos Limões” (1954), “A Irmã São Suplicio” (1954), “O Tio Valente” (1954), “De Bota Abaixo” (1955), “Melodias de Lisboa” (1955), “Abril em Portugal” (1956), “Aí Vêm os Palhaços” (1956), “Ar, Água e Luz”, (1956), “Desencontro” (1956), “Teatro de Brincar” (1956), “Não Faças Ondas” (1956), “Amor em Concordata” (1956). Em 1956, casou com a actriz brasileira Joselita Alvarenga, de quem se separaria em 1970. Deste casamento, nasceriam dois filhos, Alexandra e José Renato. Gradualmente tornou-se um dos actores mais promissores do panorama artístico nacional. Começou a protagonizar as suas primeiras revistas: “Música, Mulheres e…” (1957) e “Três Rapazes e Uma Rapariga” (1957). Depois de pequenos papéis no cinema em “Perdeu-se um Marido” (1957), de Henrique Campos, e “Sangue Toureiro” (1958), de Augusto Fraga, fez o primeiro filme como protagonista na comédia “O Tarzan do Quinto Esquerdo” (1958), também realizada por Augusto Fraga. Em 1958, deu os primeiros espectáculos no Brasil, onde acalçou enorme popularidade e sucesso. De regresso a Portugal, volta ao Parque Mayer, desta vez ao Teatro ABC, para protagonizar a revista “Vinho Novo” (1958), ao lado de José Viana, continuando com grande sucesso em espectáculos como “Pernas à Vela” (1958), “Abaixo as Saias” (1958), “Agora é Que São Elas” (1958), “Mulheres à Vista” (1959), “Delírio em Lisboa” (1959), “Quem sabe, sabe” (1959), “Acerta o Passo” (1960), “A Vida é Bela” (1960), “Campinos, Mulheres e Fado” (1961), “Charley’s Aunt” (1961), “Bate o Pé” (1961). Em 1961, enfrentou os seus primeiros problemas com a Censura: Solnado e Camilo de Oliveira são julgados por ofensas contra a Comissão de Exame e Classificação dos Espectáculos por terem representado falas que tinham sido abolidas pela censura. Em 1960, juntamente com Humberto Madeira e Carlos Coelho, tornou-se sócio da Companhia Teatral do Capitólio. Pelo seu desempenho secundário de sacristão no filme “As Pupilas do Senhor Reitor” (1961), de Perdigão Queiroga, foi agraciado com o Prémio SNI para Melhor Interpretação Masculina. Marcou presença num dos momentos mais emblemáticos do Cinema Novo português ao protagonizar “Dom Roberto” (1962), de Ernesto de Sousa. “Dom Roberto” foi distinguido no Festival de Cannes com o Prémio da Jovem Crítica. Em 1961, Solnado atingiu o auge da sua popularidade com a rábula A História da Minha Ida à Guerra de 1908, representada pela primeira vez na revista “Bate o Pé”. A rábula seria mesmo transcrita para disco, tornando-se um fenómeno de vendas. Após uma discreta participação no filme “O Milionário” (1962), de Perdigão Queiroga, e depois de muitos sucessos revisteiros em Portugal e no Brasil, fundou, em 1964, o Teatro Villaret com uma Companhia própria. Aí protagonizaria sucessos de público como “O Impostor-Geral” (1965), “Braço Direito Precisa-se” (1966), “A Guerra do Espanador” (1966), “Quando é Que Tu Casas Com a Minha Mulher?” (1966), “Desculpe Se o Matei” (1966), “Pois, Pois” (1967), “Assassinos Associados” (1967), “O Fusível” (1967), “Oh Que Delícia do Coisa” (1968), “A Preguiça” (1968), “Amor às Riscas” (1969), “O Vison Voador” (1969) ou “O Tartufo” (1971). Juntamente com Fialho Gouveia e Carlos Cruz entrou para a História da Televisão portuguesa, apresentando o programa “Zip Zip” (1969). Esta mistura de talk-show com números cómicos e musicais acabou por alcançar uma popularidade nunca antes vista, a ponto de o cancelamento do programa ter sido recebido com grandes manifestações de pesar e protesto. Em 1971 continua a aventura televisiva com “A Visita da Cornélia” seguindo-se “A Prata da Casa” (1980) e “O Resto São Cantigas” (1981). Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, filiou-se no Partido Socialista e optou por passar largas temporadas no Brasil, onde protagonizou o filme “Aventuras de um Detective Português” (1975). De volta ao seu país natal, encarnou as personagens principais das peças “Schweik na Segunda Guerra Mundial”(1975), “Isto é Que Me Dói” (1978), “Felizardo e Companhia” (1978), “Há Petróleo no Beato” (1981) e “SuperSilva” (1983) e foi ainda autor, ao lado de César de Oliveira e Fialho Gouveia de uma das mais emblemáticas revistas da década de 80, “Lisboa, Tejo e Tudo” (1986) no Teatro ABC. Em palco, participou ainda em espectáculos no Teatro Nacional D. Maria II (“O Fidalgo Aprendiz”, de Francisco Manuel de Melo, em 1988) e do Teatro Nacional de S. Carlos (“O Morcego”, de Strauss, em 1992), e teve papéis de destaque em “As Fúrias”, de Agustina Bessa-Luís (1994), “O Avarento”, de Molière (1995), e “O Magnífico Reitor”, de Diogo Freitas do Amaral (2001). Relativamente ao cinema e depois do seu regresso a Portugal, voltou a esta arte pela mão de José Fonseca e Costa num impressionante registo dramático como Inspetor Elias Santana em “A Balada da Praia dos Cães” (1987) e ainda em “Aqui D’el Rei” (1989), de António Pedro Vasconcelos, “Requiem” (1998), de Alain Tanner e “Call Girl” (2007) de António Pedro Vasconcelos. Muito grande foi a sua participação em trabalhos televisivos: “Baton”(1986), de Alfredo Cortez, ao lado de Armando Cortez e de Margarida Carpinteiro, protagonizou a sitcom “Lá em Casa Tudo Bem” (1987), “Topaze” (1988), “Conto de Natal” (1988), com realização de Lauro António, “Meu Querido Avô”. Participou nas telenovelas “A Banqueira do Povo” (1993) e “Ajuste de Contas” (2000) e no telefilme da SIC “Facas e Anjos” (2000) onde pôde realizar o velho sonho de vestir a pele de um palhaço. Em 1991, lançou a biografia “A Vida Não Se Perdeu”, escrita por Leonor Xavier. Recebeu o Prémio Carreira Luís Vaz de Camões, foi homenageado em 2002 com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa e recebeu, em 10 de Junho de 2004, do Presidente Jorge Sampaio a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. A compilação “Tá Laáa…? O Melhor de Raul Solnado – volume 2” inclui o inédito “O Paizinho do Ladrão”, “A História do Meu Suicídio” e ainda gravações “No Zip-Zip”, “No Teatro” e “Nas Cantigas”. Além de “Fado Maravilhas” e de “Malmequer” inclui duas novas gravações: “Eu Já Lá Vou” e “Haja Descanso (Viva o Chouriço)”. É também pai do cantor Mikkel Solnado, além de avô da actriz Joana Solnado. Faleceu a 8 de Agosto de 2009, aos 79 anos, em Lisboa, vítima de doença cardiovascular e os seus restos mortais descansam no Cemitério dos Prazeres. Foi, até à sua morte, Director da Casa do Artista. Em sua homenagem foi dado o seu nome à Avenida Raul Solnado, em Cascais. Também a Galeria de exposições da Casa do Artista recebeu o seu nome. -
Retrato antigo figura masculina não identificada
Retrato antigo figura masculina não identificada -
Retrato artístico de Lily Neves
Retrato artístico de Lily Neves -
Retrato de J. A. Moniz
Retrato de J. A. Moniz

























