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Helena Vieira

Item

Nome

Helena Vieira

Função

Cantora lírica, actriz

Local de Nascimento

Lisboa

Data de Nascimento

7 de Março de 1953

Biografia

Cantora portuguesa de ópera, Maria Helena Correia Carvalho Vieira nasceu a 7 de março de 1953. Desde muito cedo se interessou por canto e música, tendo frequentado o Conservatório Nacional de Música, em Lisboa, estudado em Paris, na França, e em Lucerna, na Suíça.
A estreia de Helena Vieira nos palcos aconteceu no dia 1 de março de 1978, quando já tinha 25 anos, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. A cantora desempenhou o papel de Musetta, na ópera “La Bohème”, em que também participaram Elsa Saque e Luís Lima. Passados apenas três meses, Helena Vieira estreou-se noutra das principais salas da capital, o Teatro São Carlos, desta vez para apresentar um desempenho de Vespina, da ópera “La Spinalba”, onde trabalhou sob a direção de Willhelm Wodnansky.
Em outubro de 1978, a cantora representou de novo Musetta, desta vez em Viana do Castelo.
A carreira de Helena Vieira estava definitivamente lançada e em 1979 regressou ao Teatro São Carlos, onde em fevereiro fez de D. Clóris em As Guerras de Alecrim e Manjerona. A partir de outubro, dedicou-se às Bodas de Fígaro, tendo passado com esta obra em Viana do Castelo, Aveiro e Porto.
Em 1982, a cantora voltou ao São Carlos, onde participou numa série de óperas, nomeadamente “A Flauta Mágica”. No ano seguinte, interpretou Irmã Angelica, em Soror Genoveva, e também participou em “Os Contos de Hoffmann”. Em 1984, entrou em “A Hora Espanhola” e na ópera Otello, fez o papel de Emília ao lado de Placido Domingo. Em 1985, fez o papel de Octavian em “O Cavaleiro da Rosa”. Sempre no São Carlos, fez ainda “Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny”.
Helena Vieira, no dia 16 de maio de 1987, protagonizou uma brilhante e aclamada atuação na cidade de Berna, na Suíça. Na sala Stadttheater, não foram poupados aplausos à cantora portuguesa após a representação de Octavian, de O Cavaleiro da Rosa, sob a direção de Peter Maag.
Mas, para além de se dedicar à ópera, Helena Vieira ganhou notoriedade também pelas suas atuações patrocinadas pela RDP, RTP, Juventude Musical Portuguesa, Secretaria de Estado da Cultura e Fundação Calouste Gulbenkian.
Contudo, foi através da “As Canções do Século” que Helena Vieira ganhou maior notoriedade junto do grande público. “As Canções do Século” foi um projeto que surgiu em 1994 e que juntou Helena Vieira, Lena D'Água e Rita Guerra para interpretarem temas franceses, italianos, americanos e portugueses que fizeram sucesso entre 1900 e 1990. Um dos espetáculos, dirigidos pelo maestro Pedro Osório, teve lugar no Casino Estoril e deu origem a um disco ao vivo que foi lançado em novembro de 1994. O álbum vendeu de tal forma que acabou por ser disco de prata. Até 1997, o trio deu uma série de espetáculos por todo o país.
Em 1998, por altura da Expo 98 em Lisboa, participou num concerto em seu nome, integrado na série "As Vozes", que reuniu alguns nomes sonantes da música portuguesa.
Helena Vieira tem participado também em diversas peças e espetáculos de teatro tendo participado no Teatro Nacional D. Maria II em “Mãe Coragem e seus filhos” (1987), “Sweeney Todd, o terrível barbeiro de Fleet Street” (1997) com o Novo Grupo - Teatro Aberto, “The English Cat” com o Teatro da Cornucópia (2000) e fez parte do elenco dos musicais de Filipe la Féria “My Fair Lady” e “Musica no Coração”.
Tem também uma forte presença no cinema, tendo participado nos filmes “Repórter X” (1987), de José Nascimento, “Três Palmeiras” (1994), de João Botelho, “Todo o Tempo do Mundo” (1995), de Frederico Corado, “A Mulher que Acreditava Ser Presidente dos EUA” (2003), de João Botelho ou “Viúva Rica Solteira Não Fica” (2006), de José Fonseca e Costa.
Na televisão é presença regular participando em programas como “A Mulher do Sr. Ministro” (1994), “As Lições do Tonecas” (1996), “Casa da Saudade” (2000), de Filipe La Féria, onde fez parte do elenco fixo, “Sábado à Noite” (2001) e na TVI foi jurada do programa “Uma Canção para Ti”.

Autor do Texto

FC

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