Items
-
Saluquia Rentini
Fotografia autografada da actriz e cantora Saluquia Rentini
-
Costinha
Fotografia autografada do actor Costinha. Ernestino Augusto Costa (Santarém, 24 de Fevereiro de 1891 – Lisboa, 25 de Janeiro de 1976).
-
Alberto Barbosa
Fotografia de Alberto Barbosa - Jornalista e homem de teatro, estreou-se como autor em 1911 na revista "Ao Correr da Fita", levada à cena no T. Ginásio (escrita em parceria com Leandro Navarro). Foi empresário em diversas ocasiões, sendo um dos responsáveis pela renovação do teatro de revista nos anos 20. Colaborou também no argumento dos filmes "Capas Negras" e "Maria Papoila"
-
António Calvário
António Calvário da Paz nasceu em Moçambique no dia 17 de Outubro de 1938. Vem para a Metrópole, mais propriamente para Portimão, com 8 anos de idade. Depois vai para Lisboa de forma a acabar o 3º curso liceal. Tem aulas de canto com Corina Freire, antiga cantora e sua prima avó. Entra para a Emissora Nacional em 1957 depois de ter concorrido a um concurso mas sem ter de passar pelo famoso Centro de Preparação de Artistas. Em 1960 foi aclamado no Festival da Canção Portuguesa, realizado na cidade do Porto, com "Regresso". Grava o EP "O Papá e a Mamã" com Maria de Lourdes Resende que contém os temas "O Papa e a Mamã", "Melodia de Natal" e "Amanhã Se Deus Quiser" que venceu o I Concurso de Canções Ligeiras da Radiotelevisão Portuguesa. Em 1961 vence o seu primeiro título de Rei da Rádio. Volta a colaborar com Maria de Lurdes Resende em "Carnaval do Estoril". É ainda o ano de "Oração de Amor" e de "O Meu Chapéu". "Desse Amor Melhor" e "Perdão para Dois" são grandes sucessos em 1962. Recebe o Óscar da Imprensa (na primeira edição dos Prémios da Casa da Imprensa) para melhor cançonetista masculino desse ano. Em 1963 estreia-se no teatro com o grande êxito de "Chapéu Alto". Edita os discos "O Dia Mais Longo", "Fado Hilário" e "Avé Maria dos Namorados". Grava também um disco com Los Guaireños. Em 1964 participa na revista "Lábios Pintados" onde interpreta o tema "Tricana". Foi o primeiro vencedor do Grande Prémio TV da Canção Portuguesa, com a canção "Oração", tendo representado Portugal, pela primeira vez, no Festival Eurovisão da Canção, que decorreu na Dinamarca. Ainda em 1964 estreia-se no cinema em "Uma Hora de Amor", realizado por Augusto Fraga, onde contracenou com Madalena Iglesias. Grava uma versão de "Sabor a Sal". Volta a participar no Grande Prémio TV da Canção, em 1965, com "Você Não Vê", "Bom Dia" e "Por Causa Do Mar". Grava "Fados" e "Meu Coração da Madeira". Actua ainda no filme "Rapazes de Táxis" de Constantino Esteves. A canção "Encontro Para Amanhã" fica em 6º lugar no Festival RTP da Canção de 1966. O filme "Sarilho de Fraldas", novamente com Madalena Iglesias, é um dos grandes sucessos do ano. Participa também na revista "Zero, Zero, Zé, Ordem para Pagar". Participa no Festival RTP da Canção de 1968 com "O Nosso Mundo". É também o ano do Filme "O Amor Desceu em Pára-quedas" e da revista "Esta Lisboa que Eu Amo" que estreou no Teatro Monumental. António Calvário e Simone de Oliveira gravam um EP com versões do filme "My Fair Lady". Representa Portugal no I Festival da Canção Latina No Mundo, realizada no México, onde obtém o 4º lugar - o melhor lugar europeu. É editado um single com os temas "Terra de Flores" e "Canção da Juventude". Obtém um grande sucesso com "Chorona". Em 1969 é um dos produtores do filme "O Diabo Era Outro", com Milú, Nicolau Breyner e Hermínia Silva, que se revela um desastre financeiro e obrigou-o a actuar em vários circos, e outros locais, para conseguir pagar os encargos decorrentes desse mau investimento. Em 1974 grava uma versão da canção "A Rosa Que Te Dei" de José Cid. Com o 25 de Abril deixa de cantar nos palcos em que estava habituado, para cantar em night-clubs e cabarets. Depois de um longo período de ausência volta em 1977 ao teatro, no ABC, com as revistas "Põe-te na Bicha" e "Direita Volver". Da primeira resultará um grande sucesso com "Mocidade, Mocidade", da autoria de Nuno Nazareth Fernandes, música, e letra de Carlos Coelho Em 1988 lança um single com os temas "Adeus Isabel" e "Santa Luzia". Nos anos 90, pela mão de Carlos Alfaiate e Luís Aleluia na sua produtora CARTAZ - Produção de Espectáculos, volta ao contacto directo com o grande público realizando uma extensa digressão por todo o país com vários espectáculos de revista onde António Calvário cantou o seus maiores êxitos e alguns inéditos. O disco "Canto Avé Maria" é editado em 1997 pela editora Strauss. Regressa aos estúdios e aos palcos em 2000 com o CD "Volta" que inclui o sucesso "Nem Sequer Sei O Teu Nome". Em 2003 é editada a biografia "António Calvário - A Canção de Uma Vida" da autoria do jornalista Luis Guimarães. Em 2006 participou no programa "Circo das Celebridades" onde esteve quatro semanas. A comemorar 50 anos de carreira, em 2008, é lançada uma compilação pela Farol com dois temas inéditos ("Cheguei estou aqui" e "Só a cantar", ambos de Ondina Santos e Vítor Talhas) e ainda a autobiografia "Histórias da minha História", editada pela Guerra & Paz. Teatro 1963 - Chapéu Alto - Teatro ABC 1966 - Zero, Zero, Zé - Ordem P'ra Pagar - Teatro Variedades 1966 - Esta Lisboa Que Eu Amo - Teatro Monumental 1967 - Duas Pernas... 1 Milhão - Teatro Capitólio 1969 - Peço a Palavra! - Teatro Variedades 1978 - Põe-te na Bicha - Teatro ABC 1979 - A Invasão - Teatro da Trindade 1991 - Andamos Todos ao Mesmo! - Digressão (produtora Cartaz) 2015 - Mais Riso é o Que é Preciso! - Digressão 2018- Volt'a Portugal em Revista - Digressão 2021-Calvário - Uma Vida de Canções - Digressão
-
Maria José Valério
Maria José Valério nasceu na Amadora a 6 de Maio de 1933 e faleceu em Alvalade a 3 de Março de 2021 . Popular cantora portuguesa, conhecida intérprete da "Marcha do Sporting", adoptada como hino do clube. Começou a cantar em 1950, no Liceu D. João de Castro, onde era colega da actriz Lurdes Norberto. Frequentou o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, na então Emissora Nacional, ficando a fazer parte do elenco. Estreou-se em 1952 na Emissora Nacional. Era sobrinha do maestro Frederico Valério, de quem gravou muitas canções. O seu nome foi ganhando projecção com o sucesso de temas como "O Polícia Sinaleiro" e ao actuar, por exemplo, no programa Serões para Trabalhadores, ao lado de nomes como Rui de Mascarenhas, Gina Maria ou Paula Ribas. O seu maior sucesso é "Menina dos Telefones", de 1962, da autoria de Manuel Paião e Eduardo Damas. Maria José Valério foi casada com o toureiro José Trincheira, chegando ambos a viver cerca de um ano em Angola, nos inícios da década de 1960. Entre finais de 1972 e meados de 1973, Maria José Valério faz uma temporada no Brasil. No dia 1 de Abril de 2004, Maria José Valério foi agraciada com a Medalha de Mérito da Cidade de Lisboa, grau ouro, atribuída pela Câmara Municipal de Lisboa e entregue numa cerimónia no Fórum Lisboa. Em 2008, foi lançada uma colectânea, O Melhor de Maria José Valério, com temas da sua obra gravados para a editora Valentim de Carvalho. Em 2017, é cabeça de cartaz, a par de António Calvário, na peça "Da Revista ao Musical". Faleceu a 3 de Março de 2021, aos 87 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima da COVID-19.
-
-
Raul Solnado
Nasceu a 19 de Outubro de 1929, na Madragoa, em Lisboa, filho de Bernardino da Silva Solnado e de Virgínia Augusta de Almeida. Na sua carreira, Solnado, passou pela Rádio, Teatro, Televisão e Cinema, tendo ainda sido empresário. Raul Solnado iniciou a carreira artística aos 17 anos como actor amador na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, onde foi colega de José Viana, Varela Silva e Jacinto Ramos. O gosto pelo teatro levou-o a inscrever-se, em 1951, num curso nocturno do Conservatório Nacional. A sua estreia como profissional foi feita a 10 de Dezembro de 1952 no Maxime, integrando o elenco do espectáculo “Sol da Meia-Noite”, escrito por José Viana. Numa noite em que Vasco Morgado estava na plateia do Maxime, o empresário convidou-o para trabalhar no Parque Mayer. A sua primeira revista foi “Canta, Lisboa!” (1953), no Teatro Monumental, onde trabalhou ao lado de Laura Alves. Nos primeiros anos, fez a aprendizagem ao lado das primeiras figuras da revista da época, como António Silva, Irene Isidro, Vasco Santana, Teresa Gomes, João Villaret, Assis Pacheco ou Manuel Santos Carvalho. Seguiram-se “Viva o Luxo” e “Ela Não Gostava do Patrão” também o Teatro Monumental. Solnado passou também pela opereta, integrando o elenco de “Maria da Fonte” (1953) e de “O Zé do Telhado” (1955). A estreia cinematográfica de Solnado fez-se numa curta-metragem de Ricardo Malheiro: “Ar, Água e Luz”, tendo-se seguido um pequeno papel ao lado de Humberto Madeira em “O Noivo das Caldas” (1956), de Arthur Duarte. Entretanto participa em “Há Horas Felizes” (1953), “O Pinto Calçudo” (1953), “…E o Fado Caiu no Samba” (1954), “A Grande Aventura de Robin dos Bosques” (1954), “”A Rosinha dos Limões” (1954), “A Irmã São Suplicio” (1954), “O Tio Valente” (1954), “De Bota Abaixo” (1955), “Melodias de Lisboa” (1955), “Abril em Portugal” (1956), “Aí Vêm os Palhaços” (1956), “Ar, Água e Luz”, (1956), “Desencontro” (1956), “Teatro de Brincar” (1956), “Não Faças Ondas” (1956), “Amor em Concordata” (1956). Em 1956, casou com a actriz brasileira Joselita Alvarenga, de quem se separaria em 1970. Deste casamento, nasceriam dois filhos, Alexandra e José Renato. Gradualmente tornou-se um dos actores mais promissores do panorama artístico nacional. Começou a protagonizar as suas primeiras revistas: “Música, Mulheres e…” (1957) e “Três Rapazes e Uma Rapariga” (1957). Depois de pequenos papéis no cinema em “Perdeu-se um Marido” (1957), de Henrique Campos, e “Sangue Toureiro” (1958), de Augusto Fraga, fez o primeiro filme como protagonista na comédia “O Tarzan do Quinto Esquerdo” (1958), também realizada por Augusto Fraga. Em 1958, deu os primeiros espectáculos no Brasil, onde acalçou enorme popularidade e sucesso. De regresso a Portugal, volta ao Parque Mayer, desta vez ao Teatro ABC, para protagonizar a revista “Vinho Novo” (1958), ao lado de José Viana, continuando com grande sucesso em espectáculos como “Pernas à Vela” (1958), “Abaixo as Saias” (1958), “Agora é Que São Elas” (1958), “Mulheres à Vista” (1959), “Delírio em Lisboa” (1959), “Quem sabe, sabe” (1959), “Acerta o Passo” (1960), “A Vida é Bela” (1960), “Campinos, Mulheres e Fado” (1961), “Charley’s Aunt” (1961), “Bate o Pé” (1961). Em 1961, enfrentou os seus primeiros problemas com a Censura: Solnado e Camilo de Oliveira são julgados por ofensas contra a Comissão de Exame e Classificação dos Espectáculos por terem representado falas que tinham sido abolidas pela censura. Em 1960, juntamente com Humberto Madeira e Carlos Coelho, tornou-se sócio da Companhia Teatral do Capitólio. Pelo seu desempenho secundário de sacristão no filme “As Pupilas do Senhor Reitor” (1961), de Perdigão Queiroga, foi agraciado com o Prémio SNI para Melhor Interpretação Masculina. Marcou presença num dos momentos mais emblemáticos do Cinema Novo português ao protagonizar “Dom Roberto” (1962), de Ernesto de Sousa. “Dom Roberto” foi distinguido no Festival de Cannes com o Prémio da Jovem Crítica. Em 1961, Solnado atingiu o auge da sua popularidade com a rábula A História da Minha Ida à Guerra de 1908, representada pela primeira vez na revista “Bate o Pé”. A rábula seria mesmo transcrita para disco, tornando-se um fenómeno de vendas. Após uma discreta participação no filme “O Milionário” (1962), de Perdigão Queiroga, e depois de muitos sucessos revisteiros em Portugal e no Brasil, fundou, em 1964, o Teatro Villaret com uma Companhia própria. Aí protagonizaria sucessos de público como “O Impostor-Geral” (1965), “Braço Direito Precisa-se” (1966), “A Guerra do Espanador” (1966), “Quando é Que Tu Casas Com a Minha Mulher?” (1966), “Desculpe Se o Matei” (1966), “Pois, Pois” (1967), “Assassinos Associados” (1967), “O Fusível” (1967), “Oh Que Delícia do Coisa” (1968), “A Preguiça” (1968), “Amor às Riscas” (1969), “O Vison Voador” (1969) ou “O Tartufo” (1971). Juntamente com Fialho Gouveia e Carlos Cruz entrou para a História da Televisão portuguesa, apresentando o programa “Zip Zip” (1969). Esta mistura de talk-show com números cómicos e musicais acabou por alcançar uma popularidade nunca antes vista, a ponto de o cancelamento do programa ter sido recebido com grandes manifestações de pesar e protesto. Em 1971 continua a aventura televisiva com “A Visita da Cornélia” seguindo-se “A Prata da Casa” (1980) e “O Resto São Cantigas” (1981). Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, filiou-se no Partido Socialista e optou por passar largas temporadas no Brasil, onde protagonizou o filme “Aventuras de um Detective Português” (1975). De volta ao seu país natal, encarnou as personagens principais das peças “Schweik na Segunda Guerra Mundial”(1975), “Isto é Que Me Dói” (1978), “Felizardo e Companhia” (1978), “Há Petróleo no Beato” (1981) e “SuperSilva” (1983) e foi ainda autor, ao lado de César de Oliveira e Fialho Gouveia de uma das mais emblemáticas revistas da década de 80, “Lisboa, Tejo e Tudo” (1986) no Teatro ABC. Em palco, participou ainda em espectáculos no Teatro Nacional D. Maria II (“O Fidalgo Aprendiz”, de Francisco Manuel de Melo, em 1988) e do Teatro Nacional de S. Carlos (“O Morcego”, de Strauss, em 1992), e teve papéis de destaque em “As Fúrias”, de Agustina Bessa-Luís (1994), “O Avarento”, de Molière (1995), e “O Magnífico Reitor”, de Diogo Freitas do Amaral (2001). Relativamente ao cinema e depois do seu regresso a Portugal, voltou a esta arte pela mão de José Fonseca e Costa num impressionante registo dramático como Inspetor Elias Santana em “A Balada da Praia dos Cães” (1987) e ainda em “Aqui D’el Rei” (1989), de António Pedro Vasconcelos, “Requiem” (1998), de Alain Tanner e “Call Girl” (2007) de António Pedro Vasconcelos. Muito grande foi a sua participação em trabalhos televisivos: “Baton”(1986), de Alfredo Cortez, ao lado de Armando Cortez e de Margarida Carpinteiro, protagonizou a sitcom “Lá em Casa Tudo Bem” (1987), “Topaze” (1988), “Conto de Natal” (1988), com realização de Lauro António, “Meu Querido Avô”. Participou nas telenovelas “A Banqueira do Povo” (1993) e “Ajuste de Contas” (2000) e no telefilme da SIC “Facas e Anjos” (2000) onde pôde realizar o velho sonho de vestir a pele de um palhaço. Em 1991, lançou a biografia “A Vida Não Se Perdeu”, escrita por Leonor Xavier. Recebeu o Prémio Carreira Luís Vaz de Camões, foi homenageado em 2002 com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa e recebeu, em 10 de Junho de 2004, do Presidente Jorge Sampaio a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. A compilação “Tá Laáa…? O Melhor de Raul Solnado – volume 2” inclui o inédito “O Paizinho do Ladrão”, “A História do Meu Suicídio” e ainda gravações “No Zip-Zip”, “No Teatro” e “Nas Cantigas”. Além de “Fado Maravilhas” e de “Malmequer” inclui duas novas gravações: “Eu Já Lá Vou” e “Haja Descanso (Viva o Chouriço)”. É também pai do cantor Mikkel Solnado, além de avô da actriz Joana Solnado. Faleceu a 8 de Agosto de 2009, aos 79 anos, em Lisboa, vítima de doença cardiovascular e os seus restos mortais descansam no Cemitério dos Prazeres. Foi, até à sua morte, Director da Casa do Artista. Em sua homenagem foi dado o seu nome à Avenida Raul Solnado, em Cascais. Também a Galeria de exposições da Casa do Artista recebeu o seu nome.
-
-
Rainha do Ferro Velho
A Rainha do Ferro Velho é uma comédia americana de Garson Kanin. Born Yesterday (titulo original) é uma comédia que retrata a história de um multimilionário brutamontes e de uma atriz espetáculos de revista, que acaba por se apaixonar por um professor que a ensina e lhe abre os olhos para o mundo.
-
José Raposo
Nasceu em Angola, onde viveu até aos 13 anos, primeiro no Dundo, depois em Luanda. Foi o primeiro filho de Valdemar Balau Raposo e de sua mulher Elisabete do Nascimento Sá Raposo, e tem um irmão, 6 anos mais novo, Paulo Raposo. Veio para Portugal, em 1976, para a Penha de França, onde se instalou em casa dos seus avós maternos. Estudou nas escolas Secundária D. Luísa de Gusmão; Preparatória Cesário Verde; Cavaquinhas do Seixal; e Pragal em Almada. Nesta última, parou os seus estudos no ensino secundário, após ter feito uma audição no Teatro Ádòque e, consequentemente, ter sido selecionado para - o que viria a ser - o seu primeiro trabalho como actor profissional (aos 18 anos). Sendo o seu pai de Pontével (Cartaxo), José teve sempre uma forte ligação ao Ribatejo, onde tem vivido muitos anos da sua vida. Vida profissional Inicia-se no teatro infantil, pela mão de Francisco Nicholson, em 1981, no Teatro Ádòque, cuja companhia integrou. Interpretou peças como O Processo de Jesus, de Diego Fabri no Teatro da Trindade; Volpone de Ben Jonson, no Teatro Aberto; O Último dos Marialvas de Neil Simon, na Casa da Comédia; Os Portas de John Godber, no Teatro Nacional D. Maria II; entre outras. Em encenações de José Carretas protagonizou Malaquias, de Manuel de Lima, no Teatro Nacional D. Maria II e no Teatro da Comuna, e participou em Bolero, de José Carretas e Manuel Cintra, no Teatro Villaret. Foi dirigido por Jean Jordheuil em Germânia 3, de Heiner Müller (CCB). Fez ainda teatro musical, participando em Annie de Thomas Meehan, sob a direcção de Armando Cortez, no Teatro Maria Matos. Fez teatro de revista nos palcos do Teatro Maria Vitória, Teatro Variedades, Teatro ABC, entre muitos outros. Criou com a sua ex-mulher, Maria João Abreu a produtora "A Toca dos Raposos", em 1998, com a qual fez o espectáculo Isto Vai Com Elas; e co-produziu com Hélder Freire Costa, Ó Troilaré, Ó Troilará, Mulheres ao Poder, Tem a Palavra a Revista, A Revista é Linda!, e Já Viram Isto?!.... Com Óscar Branco, co-produziu O Estádio da Nação, e com a Media Capital Entertainment, Alberto e as Borboletas (de Francisco Nicholson e Armando Cortez), e As Taradas (de Eduardo Damas). Em 2003, participou no espectáculo Cada Dia Um a Um a Liberdade e o Reino, dirigido por Jorge Silva Melo, e trabalhou com Filipe La Féria em A Rainha do Ferro Velho, Um Violino no Telhado, e A Gaiola das Loucas. Faz televisão, integrando o elenco de várias novelas e séries, e entrou em telefilmes de realizadores como Ruy Guerra, Tiago Guedes e Rita Nunes. Actor regular no cinema, participou em mais de 20 películas, entre elas Aqui na Terra de João Botelho; Sapatos Pretos, Ganhar a Vida e Noite Escura de João Canijo; Os Mutantes de Teresa Villaverde; Corte de Cabelo de Joaquim Sapinho; Viúva Rica Solteira Não Fica de José Fonseca e Costa; Senhor Jerónimo de Inês de Medeiros; Camarate de Luís Filipe Rocha; A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso; Filme da Treta de José Sacramento; Embargo de António Ferreira, entre outros. Ganhou o Globo de Ouro e o Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno como melhor actor de teatro, pelo musical "Um Violino no Telhado", no ano de 2009. Vida pessoal José foi casado durante 23 anos (1985-2008) com a atriz Maria João Abreu (n. 1964 - f. 2021), de quem teve dois filhos: Miguel Raposo (n. 31 de março de 1986 (36 anos) Ricardo Raposo (n. 29 de outubro de 1992 (29 anos). Após a separação teve um relacionamento com Ânia Pais, que durou cerca de 3 anos. Atualmente é casado com a atriz Sara Barradas, que conheceu nas gravações da telenovela Espírito Indomável, exibida na TVI, em 2010. A 30 de março de 2019 foi pai novamente, desta vez de uma menina, de nome Lua, fruto da relação com Sara Barradas.
